ERNESTO TREVISAN
PRAÇA
1888 — 1971
CATEGORIA
CIDADÃO HISTÓRICO
SÃO JOSÉ — ZONA RURAL
BAIRRO
HOMENAGEM
2024
Ernesto Antônio Trevisan, filho dos imigrantes italianos Máximo Trevizano (homenageado em uma rua da Vila São José, na zona urbana de Conchas) e Maria Luigia Menegotto, os patriarcas da família à chegarem em Conchas. Nascido na Itália, em 12 de setembro de 1888, chegou ao Brasil ao lado dos pais e das irmãs Augusta e Eleonora em 24 de de abril de 1896, a bordo do vapor Provence que aportou no Porto de Santos.
De seu primeiro casamento, com Assunta Albano, que era parte de outra família imigrante conchense, vieram os filhos: Francisco, Maria Luísa, João Antônio (também homenageado em uma rua de Conchas, no Jardim São Benedito), Emma, Lourdes e Palmira. Sua primeira esposa faleceu em Conchas, no dia 15 de fevereiro de 1932.
Casou-se novamente, na Igreja Matriz de Conchas em 15 de julho de 1933, com Maria Augusta Cardoso, com quem teve mais 6 filhos: Francisca, Josephina, Antonia, Benedito, Margarida e José.
Lavrador e homem de muita fé, ao comprar terras no bairro São José, na zona rural de Conchas, próximo ao Rio do Peixe, passou a trabalhar com muito afinco para realizar um sonho trazido da Itália: construir uma capela em homenagem a São José, seu padroeiro pessoal.
Com ajuda dos filhos e netos, levantou a primeira capela, feita de tábuas de madeira de sua própria casa, mudando com sua família, logo na sequência, para uma nova casa. O primeiro templo ficou pronto em 1948, medindo 4x3 metros, todo branco com um altar em forma de meia lua, sob um arco com detalhes vermelhos e, ao centro, a imagem do padroeiro.
Com a construção da capela, começou-se a formar a comunidade de devoção a São José, incluindo as tradicionais festas em louvor ao santo. Anos depois, a pequena capela foi substituída por um prédio maior, bem como as festividades iam tomando maior corpo, contando com a participação, inclusive, dos Frades de Botucatu todos os anos, que eram hospedados pela família Trevizano e atendiam os membros da comunidade local.
Dada à fragilidade de sua construção, a segunda capela durou poucos anos e teve que ser demolida. Em seu lugar, está a capela que conhecemos hoje, com estrutura mais ampla para receber os romeiros. O mesmo aconteceu com o salão de festas, que, até os dias de hoje, recebe as tradicionais festividades em louvor ao santo.
Na praça em frente a capela foi dada a justa homenagem para Ernesto Trevizano, patriarca não só da família, como de toda a Comunidade de São José.
Um agradecimento especial à Marilza Trevizano, bisneta de Ernesto Trevizano, pelas informações cedidas para a criação desta biografia.
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